Golpes Virtuais e Fraudes Bancárias

Golpes Virtuais e Fraudes Bancárias
É vítima de golpe do Pix, empréstimo não autorizado ou compras indevidas no cartão? Saiba que as instituições financeiras possuem responsabilidade objetiva por falhas de segurança e respondem pelos danos causados.
 Golpes Virtuais e Fraudes Bancárias Marcelo Lemos • 12 Fev 2026
Golpes Virtuais e Fraudes Bancárias

Súmula 297 confirma que o CDC se aplica às instituições financeiras, reforçando o dever desegurança na relação com o consumidor

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1. Golpes Virtuais e a Responsabilidade dos Bancos

As instituições financeiras respondem pelos danos causados por fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações bancárias, o chamado "fortuito interno".

Se houver falha na segurança ou na identificação de transações suspeitas, o banco pode ser responsabilizado e deve indenizar o cliente.

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2. Pix Não Reconhecido

Caso você seja vítima de um golpe do Pix, é crucial agir rapidamente.

O Banco Central implementou o Mecanismo Especial de Devolução (MED), que permite a contestação da transação em até 80 dias após a operação, bloqueando os valores na conta do recebedor para análise.

A rapidez na contestação aumenta as chances de reaver o dinheiro.

O STJ já decidiu que o banco de destino da fraude pode ser responsabilizado se não agiu para impedir movimentações suspeitas.

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3. Empréstimo Pessoal Sem Autorização

A contratação de empréstimo sem consentimento configura fraude.

Se identificar um débito indevido, entre em contato imediatamente com a instituição financeira, registre uma reclamação no Procon e faça um boletim de ocorrência.

O banco deve ressarcir os valores e pode ser condenado por danos morais.

A ausência de procedimentos eficazes para verificar transações atípicas configura uma falha na prestação do serviço.

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A Súmula 479 STJ reconhece a responsabilidade objetiva das instituições financeiras por danos decorrentes de fraudes praticadas por terceiros em operações bancárias

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4. Cartão de Crédito Sem Autorização em Compras

Quando há clonagem ou uso indevido do seu cartão de crédito, sem sua autorização, a instituição financeira é responsável.

O banco deve reembolsar os valores decorrentes das transações não autorizadas se a fraude foi facilitada por falhas na segurança.

Monitore sua fatura regularmente para detectar atividades suspeitas.

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5. Vazamento de Dados e Golpe do Boleto Falso

O banco pode ser responsabilizado pelo vazamento de dados pessoais sigilosos que resultem em fraudes, como o golpe do boleto falso.

Se o golpista possui detalhes da sua operação bancária (valor, contrato), isso indica um possível vazamento de dados que estabelece o nexo de causalidade, configurando fortuito interno.

A simples emissão do boleto não gera responsabilidade do banco, mas a falha na custódia dos dados sim.

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6. Acesso indevido ao aplicativo e troca de senha

Fraudes costumam acontecer após roubo de linha (chip), e-mailscomprometidos ou links falsos.

Se houve troca de senha, alteração de e-mail/telefone cadastrado ou novo dispositivo “confiável”, isso vira prova importante para demonstrar a irregularidade e pedir correção / ressarcimento.

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Reúna provas (extratos, comrprovantes, protocolos e boletim de ocorrência) e procure orientação jurídica

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7. Negativação indevida por fraude

Além do prejuízo, alguns consumidores sofrem restrição no Serasa/SPC por dívidas decorrentes da fraude (cartão, empréstimo, limite etc.).

Quando a negativação decorre de operação não reconhecida, é possível discutir exclusão do apontamento e reparação pelos danos sofridos, conforme o caso.

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8. Conclusão

A Súmula 479 do STJ afirma que o banco responde objetivamente por fraudes de terceiros em operações bancárias, e a Súmula 297 confirma que o CDC se aplica às instituições financeiras, reforçando o dever de segurança na relação com o consumidor.

Logo, se você foi vítima, reúna provas (extratos, comrprovantes, protocolos e boletim de ocorrência) e procure orientação jurídica para buscar o ressarcimento dos valores e a reparação do prejuízo.

Esperamos que este conteúdo tenha ajudado. Caso tenha restado alguma dúvida ou precisa de auxílio jurídico, entre em contato conosco por meio do nosso e-mail, ou WhatsApp.

Nós do Lemos Advogados - Profissionais Especializados estamos prontos para atendê-lo!

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